As diferenças entre meninos e meninas na prática de atividade física surgem ainda na infância e podem ser influenciadas por normas sociais, expectativas de gênero e atitudes de pais e cuidadores. Este projeto investiga como essas atitudes contribuem para as desigualdades nas oportunidades e experiências de atividade física das crianças, considerando também o contexto socioeconômico em que vivem.

O estudo será desenvolvido em duas etapas. Inicialmente, serão traduzidos, adaptados e validados para o contexto brasileiro os instrumentos Tolerance of Risk in Play Scale (TRiPS), que avalia a tolerância de pais e cuidadores ao risco em brincadeiras infantis, e Child Gender Socialization Scale (CGSS), que mensura atitudes relacionadas à socialização de gênero na infância. Em seguida, será realizada uma pesquisa com cuidadores de crianças do ensino fundamental para analisar como essas atitudes se relacionam aos diferentes tipos de atividades praticadas por meninos e meninas.

Os resultados contribuirão para ampliar o conhecimento sobre as origens das desigualdades de gênero na atividade física e disponibilizar instrumentos inéditos para pesquisas no Brasil, subsidiando políticas e intervenções voltadas à promoção de uma infância mais ativa e equitativa.